Política

Como será o futuro de Cunha

Após decisão do PT, Conselho deixa decisão para a próxima semana

Como será o futuro de Cunha

Após a decisão da bancada do PT e com sessão do Congresso em andamento para votar a nova meta fiscal, o Conselho de Ética adiou pela terceira vez a apreciação do relatório prévio defendendo a continuidade das investigações contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). A sessão estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira (2), mas nem foi iniciada por conta da ordem do dia na reunião conjunta de deputados e senadores. Agora, a previsão é que a análise seja retomada na próxima terça-feira (8).

A discussão sobre o parecer prévio defendendo a investigação de Cunha começou ontem (1º). Mas, após manobras de obstrução feitas por aliados de Cunha e pelo início da ordem do dia no Congresso, a análise do relatório ficou para hoje. Porém, a reunião do Conselho não seria retomada automaticamente com o processo contra o presidente da Câmara. Antes, os deputados votariam os pareceres pelo arquivamento das representações contra os deputados Chico Alencar (Psol/RJ) e Alberto Fraga (DEM/DF).

Perda de tempo

O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD/BA), defendeu que o colegiado se reunisse amanhã (3) para votar as representações contra Alencar e Fraga. No entanto, boa parte dos deputados relataram ter dificuldades para comparecer à reunião nesta quinta-feira. "Cheguei à conclusão que, se abrir a sessão amanhã, não vamos ter quorum. É uma perda de tempo, não vamos fazer mais isso", disse Araújo. Por isso, ele acabou sugerindo que toda a discussão ficasse para a próxima semana.

A sessão de ontem ficou marcada pela estratégia de aliados de Cunha de postergar a votação. Nos bastidores, deputados avaliaram a movimentação como resultado de uma indefinição de votos. Apesar de interlocutores do Palácio do Planalto acharem que existem votos suficientes para o relatório prévio ser derrubado, integrantes do conselho viam o placar como imprevisível. Esse cenário foi desenhado antes de a bancada do PT, pressionada pelas bases do partido, decidir fechar questão pelo voto a favor da continuidade das investigações.

 

 

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