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Mensagens complicam Magno Malta

Senador prometeu rezar e ajudar Paulo Bernardo no STF

Mensagens complicam Magno Malta

Em 23 de setembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou o primeiro desmembramento de um inquérito da Operação Lava-Jato e remeteu a investigação sobre um esquema de corrupção no Ministério do Planejamento, na gestão do ex-ministro Paulo Bernardo, para a Justiça Federal em São Paulo. Os ministros entenderam que o caso não tinha a ver com o escândalo da Petrobras. Os procuradores da República não gostaram. Avaliaram que seria um precedente perigoso.

Cerca de 20 dias antes da decisão do Supremo, a câmera do repórter fotográfico Cadu Gomes, do Fato Online, flagrou uma instigante troca de mensagens entre os senadores Magno Malta (PR/ES) e Gleisi Hoffmann (PT/PR), casada com Paulo Bernardo. “Deus vai me ajudar lá com nosso amigo. Nosso amigo está no STF. Assim que chegar me chama”, escreveu Malta, no WhatsApp. O que ele quis dizer com isso?

“A Gleisi estava muito preocupada com a possibilidade de o juiz Sérgio Moro mandar prender o Paulo Bernardo”, diz Malta. “Além de orar com ela, tentei ajudar a tirar o inquérito do Moro”. Como fez isso? “O amigo a quem me refiro na mensagem é o Rodrigo Janot (procurador-geral da República). Na verdade, fiz o pedido a um amigo meu, procurador da República, muito ligado ao Janot.”

Magno Malta faz questão de dizer que em nada influiu na decisão do Supremo. “ Não tive êxito. O Rodrigo Janot foi contra o desmembramento. Não falei com ninguém do STF.”

A senadora Gleisi confirma as orações com Magno Malta, mas diz não ter conversado com ele sobre o desmembramento do inquérito que apura a suspeita de corrupção no Ministério do Planejamento. “O que ele fez foi indicar um advogado para ajudar na defesa”. A senadora, que já tem outros defensores, afirma que não aceitou a oferta.  

Na semana passada, o senador Delcídio Amaral (PT/MS) foi preso pela Polícia Federal, por ordem do STF, por ter relatado em uma gravação, entre outras coisas graves, supostas tentativas de convencer ministros do Supremo a conceder habeas corpus a Nestor Cerveró, ex-diretor Internacional da Petrobras, preso em Curitiba. 

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