Brasil

Publicidades para mais veículos

Dilma quer aumentar as "teias de opiniões, olhares e interpretações da realidade"

Publicidades para mais veículos

Única a discursar na cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, a presidente Dilma Rousseff indicou nesta terça (31) que o governo destinará verbas de publicidade estatal a mais veículos para aumentar as "teias de opiniões, olhares e interpretações da realidade".

Pressionada pelo PT a direcionar mais verbas para órgãos e blogs simpáticos ao governo, Dilma disse que a secretaria, agora nas mãos do ex-deputado estadual petista Edinho Silva (SP), "adotará critérios justos e corretos na veiculação dos seus serviços".

Logo depois da posse, em entrevista, o novo ministro prometeu manter critérios técnicos na distribuição das verbas de publicidade.

Tesoureiro da campanha à reeleição de Dilma no ano passado, Edinho controlará uma verba publicitária próxima a R$ 200 milhões ao ano.

A presidente já indicou que pretende manter os gastos com órgãos de mídia sob a guarda da secretaria, que tem status de ministério e também cuida da relação do governo com a imprensa.

Edinho é uma nova aposta dos petistas ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar a melhorar a articulação política do governo Dilma no Congresso.

Ele substitui o jornalista Thomas Traumann, que pediu demissão após a repercussão do vazamento de texto interno da secretaria com críticas ao governo e ao PT.

Dilma garantiu que o novo ministro terá assento nas reuniões de coordenação política, o que já aconteceu em encontro nesta terça, antes mesmo da posse do petista.

Edinho é considerado hábil em negociações. Na avaliação de Lula, ele, ao lado de Jaques Wagner (Defesa), tornará o governo mais aberto ao diálogo político.

Após a posse, o ministro defendeu um diálogo mais franco com a sociedade.

"Estamos vivendo um momento de ajuste, de turbulência, mas não tenho dúvida que esse governo tem credibilidade", disse Edinho.

Em seu discurso na cerimônia de posse, Dilma também voltou a defender o direito de manifestação em todo o país.

Movimentos que organizaram os protestos de 15 de março estão convocando uma nova marcha contra a presidente para o dia 12 de abril.

Folha de São Paulo

Comentários