Brasil

É preciso quebrar o clima de pessimismo

Ministro da Comunicação Social dá entrevista

É preciso quebrar o clima de pessimismo

O governo adotou um tom cauteloso após as manifestações contra Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e o PT ocorridas no domingo (16) em pelo menos 169 cidades. A palavra de ordem é "quebrar o clima de pessimismo", sem menosprezar a dimensão dos atos, como vem sendo feito por parte de apoiadores do Planalto em redes sociais.

A avaliação foi feita na reunião de coordenação política do governo, ocorrida nesta segunda (17) com a presença de Dilma, do vice-presidente Michel Temer (PMDB), 12 ministros e parlamentares.

O ministro também afirmou que é preciso combater o que chamou de "clima de intolerância" que se estabeleceu no país. "Temos que combater esse ambiente que está sendo criado para que o Brasil volte àquilo que sempre foi sua tradição: conviver com as diferenças".

JANTAR

Em jantar que ofereceu a deputados do bloco do governo na noite desta segunda, no Palácio da Alvorada, a presidente, segundo relatos, demonstrou ter encarado as manifestações de domingo com consciência do peso dos atos.

De acordo com deputados, ela fez uma previsão: a de que há crises que duram horas, as que duram meses e as que duram anos. E essa "certamente não durará horas", teria dito a presidente. Dilma renovou os apelos em prol do ajuste fiscal e citou o "bom exemplo" do Senado como modelo a ser seguido.

Dona de reprovação popular recorde, a petista recebeu um fôlego político nos últimos dias do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que começou a negociar com o governo um pacote de projetos contra a crise econômica.

A Câmara é comandada pelo adversário Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por aplicar as maiores derrotas legislativas a ela neste ano.

Folha de SP

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